Performance Review
ICA, London, 17 October 1998
Gabriel Pérez-Barreiro
Book Reviews
Sandra Alvim
Rio de Janeiro: Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1997
Marcia Leão Bonnet
Introducción de Carlos Fuentes, Ensayo y comentarios de Sarah Lowe
Harry N. Abrams, Inc. Editores y la Vaca Independiente S.A., de C.V.,
1995
Luisa Ortiz Pérez
ICA, London, 17 October 1998
One of the achievements of performance over traditional art media is
that it has managed to question precisely those issues which involve the
relationship of the artist to art institutions (and by extension, to art
"meaning"). By moving away from the value systems which surround
any constructed art object, the performance artist is free to stand on
the edges of the art world and look in (or out).
For the durational performance "The Perfect Object", Ana Laura
López de la Torre chose a highly symbolic location: the bar of
the Institute of Contemporary Art (ICA), one of the art world´s
favourite haunts in which the movers and shakers of the London art scene
rub shoulders with young hopefuls and cultural tourists.
For over two hours at peak time, Ana Laura López de la Torre occupied
an ordinary space within the bar and peeled potatoes into perfect spheres.
These spheres were then rolled along the bar floor, creating a kind of
football game among the feet of the drinkers. Some people reacted with
enthusiasm, kicking the balls, and even taking autographed versions home,
while others looked with distaste at such a mundane and domestic scene.
So, why? The artist´s intention was to draw attention to the situation
of the young artist, particularly with regard to those many artists who
survive through temporary work within the service industries of the art
world: cafés, bookshops, receptions, ticket sales....Here there
is a great irony - "unsuccessful" artists are employed by the
great art institutions, and are paid. However, those "successful"
artists officially invited into these institutions work for free: the
price of success. By performing within the service area instead of the
galleries used by the other performance artists on this Live Art day,
Ana Laura´s aim was to draw attention to "the tyranny of imposed
standards of failure and success, amalgamating intellectual, artistic
and domestic labour in search of the perfect object".
This perfect object (a spherical potato) is an eloquent metaphor of the
delicate position of the emerging artist. The object is perfect in many
ways, in its geometry, its hand-made quality, its collective consumption.
Yet it is also mundane, a new culinary foible for the ICA restaurant perhaps,
or at least until for whatever reason its status is changed, at which
point it will cross that invisible line between the work of an artist
in the ICA and...the work of an artist in the ICA.
Gabriel Pérez-Barreiro
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Sandra Alvim
Rio de Janeiro: Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1997
Em 1958, Germain Bazin publicou sua obra L’Architecture Religieuse
Baroque au Brésil na qual tentou mapear e analisar toda a produção
arquitetônica religiosa do período colonial, extendendo-se
ainda à decoração interna dos templos, incluindo
elementos como talha em madeira e em pedra, azulejaria e pintura de tetos.
Nos últimos quarenta anos sua obra foi criticada, muitos erros
foram apontados, mas nada se publicou daquela magnitude e abrangência.
O livro de Sandra Alvim parece ser a primeira tentativa no sentido de
dar continuidade a um trabalho necessário e que aparentemente vinha
sendo protelado pelos especialistas da área: levantamento e análise
das obras do príodo colonial. Ao invés do Brasil inteiro,
seu recorte se resume a Cidade do Rio de Janeiro, o que permite um aprofundamento
maior na análise do objeto.
Dos muitos anos de preparação da tese de doutorado em Estética
na Sorbonne - de onde foi extraído o presente livro - renderam
muitas realizações importantes: apostilas e catálogos
que circularam largamente no meio acadêmico e, sobretudo, a formação
de diversos profissionais que hoje se dedicam ao estudo da arte e arquitetura
coloniais. A contribuição de Sandra Alvim para a área
foi sem dúvida notável. Exatamente devido a todo este histórico
de realizações, em um processo do qual a criação
desta obra constitui um dos coroamentos, minhas expectativas em relação
ao livro eram altas.
O plano da publicação inclui dois volumes, sendo que só
o primeiro já chegou às livrarias brasileiras. O primeiro
volume se concentra na decoração interna das igrejas analisando,
como consta do título, revestimentos, retábulos e talha.
Não é dado ao leitor saber do que tratará o segundo
volume, mas espera-se que se dedique às edificações
propriamente ditas com análises de planta, fachada, partido etc.
A apresentação gráfica da obra é formidável,
bem como os desenhos explicativos e o nível de detalhamento na
análise formal. A autora se detem em minuciosas listagens onde
detalha cada elemento presente nas igrejas, analisa os materiais utilizados,
compara tipologias de retábulos, enfim: percorre todo o trajeto
de análise formal das igrejas do Rio de Janeiro concentrando-se
mais na sua decoração interna. Acredito que o leitor especialista
fique esperando chegar um momento em que a autora comece a estabelecer
relações entre as obras e o contexto social colonial, em
que se passe da forma à idéia - afinal a forma so chegou
a existir por que em algum momento houve a necessidade de criá-la,
ou a simples vontade de torná-la existente. Não seriam estes
fatores inerentes à forma e essenciais à sua compreensão?
Estas relações, ao menos no primeiro volume, não
são sequer sugeridas; são postas de lado como se não
fizessem parte do objeto e me parece pouco provável que venham
a fazer parte do segundo volume, o que é pena. Talvez estas questões
estivessem incluídas em outro capítulo da tese, talvez venham
a ser publicadas no futuro - quem sabe? A autora morreu antes mesmo da
publicação deste primeiro volume, e não se sabe o
que será feito do restante da tese.
O livro de Sandra Alvim constitui, sem dúvida, uma grande contribuição
à história da arte no Brasil e, sobretudo em relação
ao Rio de Janeiro colonial, que ganhou uma análise formal bastante
detalhada de suas igrejas. Esperemos que publicações futuras
venham a complementar esta obra, tanto no sentido de aprofundar os estudos
em relação à arquitetura religiosa do Rio de Janeiro,
quanto no sentido de se realizar análises semelhantes da produção
artística e arquitetônica de outras regiões do Brasil.
Marcia Leão Bonnet
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Introducción de Carlos Fuentes, Ensayo y comentarios de Sarah
Lowe
Harry N. Abrams, Inc. Editores y la Vaca Independiente S.A., de C.V.,
1995
Los diarios íntimos procuran una experiencia única en su
tipo, para el furtivo lector de sus páginas. No sólo, por
el ingrediente de curiosidad que caracteriza a todo ser humano, que se
satiface al pasar la vista por las hojas del diario, sino también
por el hambre de descubrir el mundo íntimo de una persona, que
se ve saciada en forma casi desapercibida, al leer el contenido del documento.
Es pues, la lectura y apreciación de una pieza autobiográfica,
que es un diario íntimo, una ventana abierta, que nos invita a
asomarmos, sin restricción alguna, sin división entre lo
privado y lo público, pero más importante aún, sin
la presencia del proprietario(a) de dicho documento.
La publicación de un diario íntimo pasa por un cristal amplificdor
el proceso que acabo de describir y difunde en forma masiva sentimientos,
emociones y sensaciones que pertenecen exclusivamente al dominio de lo
privado, lo personal y lo convierten en cosa del dominio público.
Y quién más pública y mítica a la vez que
nuestra Frida, La Mariposa de Obsidiana, la Diosa Azteca de Sufrimiento
y del Coraje, la cual en este caso es la dueña del diario. Frida,
una mujer de su tiempo que se situó al centro del acontecer político,
cultural y artístico, con fuerza y una esencia increiblemente creativa.
El trabajo realizado por los editores de esta publicación - encabezados
por Claudia Madrazo - ofrece al lector la posibilidad de penetrar el surrealismo
y la sensualidad de este texto-imagen, en un ambiente respetuoso e informado.
Los acertados comentarios de Sarah Lowe, sobre el valor artístico
del diario y su análisis sobre el lugar que Frida ocupa en la escena
artística Mexicana y mundial, crean un buen complemento al texto
e imágenes originales, que son reproducidos con calidad en esta
publicación.
La prosa magistral de Carlos Fuentes a cargo de quién esta la introducción
al texto sumerge al lector en la vida de Frida en el candente México
de los años 40, dejando un sabor de nostalgia por un tiempo pasado
en el que México era genuinamente surreal, y era admirado por eso.
Aunado a lo anterior, la deliciosa mezcla de textura, color y palabra
hacen el Diario Intimo de Frida Kahlo una lectura obligatoria tanto para
los conocedores y amantes del arte pictórico Latino-Americano como
para cualquier persona que esté intersada en el personaje, su obra
o en ambos.
Sólo queda por decir que la lectura de este documento genera una
responsibilidad para el lector: la de desligar la lectura de juicios y
prejuicios sobre el valor de una obra de arte 'espontánea', la
cual ofrece la posibilidad de adentarse en el color, la luz y la energía
del mundo íntimo de Frida. Sabemos que ella estaría orgullosa
de saber que el mundo tiene acceso directo a su corazón y que comparte
el penar de esta terrena existencia que llamamos vida.
Luisa Ortiz Pérez
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